sábado, 10 de agosto de 2013

GRUPOS PEQUENOS: UMA VELHA NOVIDADE!


G
raças a Deus todas as semanas temos reuniões de grupos familiares espalhadas pelo bairro. São pelo menos oito grupos que se encontram para orar e compartilhar a Palavra de Deus. Além disto, desfrutamos de momentos de comunhão, onde cantamos, damos risada, choramos, confessamos pecados, testemunhamos vitórias, dividimos fardos e cooperamos com a unidade da Igreja. Sabemos que há muito a fazer quanto a recepção da igreja local a esta visão, mas louvamos a Deus pelos frutos já conquistados deste trabalho. Os grupos familiares vieram prá ficar, mas não custa nada frisarmos alguns de seus benefícios, os quais bem explorados podem trazer grandes perspectivas de crescimento integral para a Igreja: 
A) Intimidade: A intimidade é um ingrediente necessário para gerar a confiança. A medida que as pessoas se conhecem melhor, podem compartilhar seus fardos e alegrias mais profundamente. Temos aqui um espaço para confissão, para o desabafo e para as ações de graças. As células podem nos dar a oportunidade tirarmos nossas “máscaras” e desfrutarmos desta intimidade.
B) Flexibilidade: Devido ao seu tamanho e informalidade a célula pode mudar rapidamente. Como a maioria dos participantes de uma célula vivem numa mesma localidade, a comunicação é facilitada.
C) Comunidade: Dentro do pequeno grupo,  existe  o conceito de comunidade. Muitas pessoas foram alcançadas pelo evangelho por causa da sensação de comunidade que encontraram nas células. O sentimento de comunidade produz nas pessoas uma mentalidade de servo, com atitudes altruístas.
D) Mobilidade: As células dão mobilidade à Igreja. O prédio da Igreja não é a igreja. As células são a igreja espalhada por toda a cidade. São neste sentido, as “pernas” da Igreja, para que ela chegue a todas as partes do bairro. A mobilidade que encontramos na igreja primitiva pode ser mantida mediante as células.
E) Sensibilidade: Ao mesmo tempo que as células são as pernas da igreja, são também seus olhos e ouvidos na comunidade vizinha. Por meio das células a igreja pode saber o que está acontecendo na comunidade de cada célula. As células têm servido como os olhos e os ouvidos do pastores e presbíteros junto ao seu rebanho. Acontecimentos e questões importantes são relatados a esses homens por membros das células. Sem a célula, muitos que necessitam de cuidados pastorais talvez não o recebam. As células têm sido uma forma de criar redes de relacionamento dentro da Igreja.
       Estes são alguns dos vários benefícios que os grupos familiares (células) podem trazer para a Igreja. Meu desejo é que Deus continue a abençoar e dinamizar o trabalho destes grupos familiares. Sua participação nas reuniões, suas orações e engajamento com os valores do Reino de Deus poderão ser excelentes meios de fazer com que este trabalho cresça e “apareça”.
        Vamos orar para que Deus levante mais obreiros para este trabalho. Precisamos de obreiros disponíveis, submissos, ensináveis e fiéis, que se coloquem a disposição para este trabalho bonito de evangelismo e discipulado. Existem muitos lares nesta região e em outras que podem ser alcançados. Se você tem sido abençoado, visualize esta bênção para outros. Que Deus nos ajude!
Pr. Gilberto Pires de Moraes.


“Diariamente perseveravam unânimes no templo, partiam pão de casa em casa, e tomavam suas refeições com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus e contando com a simpatia de todo o povo. Enquanto isso, acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos...” At.2.46,47.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012


O DESAFIO DE SER UMA IGREJA SIMPLES!

Nos últimos meses algumas perguntas tem dominado meu coração no que concerne ao papel e relevância da igreja em nossos dias. Dentre estes questionamentos fiquei a pensar qual seria a opinião de Cristo quanto a relevância da nossa agenda eclesiástica e das atividades que desenvolvemos na Igreja. Será que aquilo que fazemos na igreja hoje reflete o ideal de Deus em Cristo? O que Jesus mais valorizou em seu ministério? O que deveríamos valorizar mais?
Jesus viveu intensamente seus três anos de ministério atingindo publicamente as multidões, das quais ele ensinou, alimentou e curou. Também desenvolveu um ministério particular, que se destacou no discipulado de Doze homens que posteriormente viriam a transformar o mundo. O legado deixado por Jesus se perpetuou ao longo dos séculos, pois seus seguidores entenderam a estratégia do discipulado utilizada pelo Mestre. Andar com as pessoas e amá-las foi a estratégia simples utilizada por Jesus. Foi por meio deste amor que a simplicidade do evangelho transformou o mundo.
Os judeus possuíam um código de leis que constava de 613 prescrições. Eles escolheram o número 613 porque este era o número de letras do texto dos dez mandamentos. Dividiram esta lista em dois tipos: mandamentos afirmativos (faça isso) e mandamentos negativos (não faça isto). Havia 248 mandamentos afirmativos e 365 mandamentos negativos, uma para cada dia do ano. Quando questionado qual seria o maior mandamento, Jesus foi simples e categórico: Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os profetas (Mt.22.37-40). Percebam que diante de um código de leis extenso, Jesus descomplica, transformando o complexo em algo simples e prático. 
        Muitas igrejas hoje estão congestionadas de atividades que não cumprem o ideal da Grande Comissão (Mt.28.18-20). Regularmente vemos atividades que não tem nenhum vínculo com a evangelização e com a edificação de vidas. Muitos crentes por se acostumarem com esta estrutura eclesiástica tornam-se apenas receptores e consumidores de cultos e programas da igreja, mas não experimentam a dinâmica do discipulado em suas vidas. Tornam-se fracos na Palavra e quase não existe em suas vidas nenhuma dinâmica de evangelismo e discipulado.
Uma igreja simples e focada na missão de Cristo deve se preocupar simplesmente em vivenciar três princípios: Amar a Deus; Amar ao próximo e servir ao mundo. De forma prática estes princípios podem ser vivenciados da seguinte forma: a) O amor a Deus pode ser focado em nossas celebrações dominicais através de cultos inspirativos onde as pessoas celebrem o senhorio de Jesus em suas vidas. Estes cultos devem ser teocêntricos, onde Deus se torna a plateia e nós os artistas. Ou seja, oferecemos a Deus as primícias da nossa vida, o que temos de melhor, pois ele é um Deus santo e tremendo; b) O amor ao próximo só pode ser demonstrado se houver ajuntamento, se houver comunhão. Esta comunhão para ser profunda deve ser informal, espontânea e perseverante. A comunhão ocorre em grupos que se reúnem para refletir, estudar e aplicar as Escrituras em seu cotidiano, exemplo: Escola Dominical e grupos familiares; c) Servimos ao mundo como resultado natural da contemplação do Deus santo e do amor ao próximo. O serviço é fruto de uma vida voltada para Deus e para o outro. Nesta ordem de fatores o crente que ama a Deus, que ama ao seu próximo, sentirá naturalmente o desejo de servir ao mundo, evangelizando e discipulando pessoas através dos seus dons e talentos (Ef.4.12).
Uma igreja simples pode ser definida como “uma congregação organizada em torno de um processo objetivo e estratégico que conduz as pessoas através dos estágios do crescimento espiritual”. Deus não fica satisfeito quando cuidamos de atividades medíocres em vez de fazermos discípulos. Não adianta cumprir rituais e programas eclesiásticos, se vidas não são transformadas. Deus deseja uma igreja simples, cuja filosofia de ministério seja clara, alinhada e focada.
Em suma, precisamos fugir da aglomeração de programas e atividades sem lógica e propósito e alinharmos nossa agenda a algo que glorifique a Deus e edifique vidas. Com certeza esta atitude revolucionará a igreja, e nos fará mais felizes e relevantes em nossa geração.
Ore para que o Espírito Santo nos encoraje a adotar este estilo simples de ser igreja, e que cada crente da igreja local sinta-se importante no desafio da grande comissão. Que assim seja, em nome de Jesus.
Rev. Gilberto Pires de Moraes

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

A IMPORTANCIA DA ORAÇÃO PARA EDIFICAÇÃO DA IGREJA!

Recentemente, em algumas de minhas preleções, fiz um comentário sobre a oração afirmando que ela é “a cinderela” da igreja. Ou seja, em algumas situações, assim como a história de Cinderela, a oração é desprezada por algumas “madrastas”, que a colocam em segundo plano, não dando o valor que ela merece.
Os momentos de oração, sejam eles pessoais, entre você e Deus no quarto, no âmbito familiar ou comunitário, quando realizados com as motivações corretas e com corações sedentos produz resultados maravilhosos. Estes resultados são notórios no suprimento de necessidades físicas, materiais, emocionais, existenciais e espirituais de cada um de nós.
Um crente que ora, uma família que ora, uma liderança que ora, uma igreja que ora, com certeza experimentarão a manifestação da graça e do poder de Deus. A natureza desta oração não deve ser utilitarista, mas deve ser acima de tudo afetiva, fruto de um relacionamento aberto e transparente com Deus.
Geralmente pessoas que possuem intimidade com Deus em oração, são pessoas que valorizam também a oração intercessória em grupo. A igreja primitiva experimentou a graça e a unção de Deus em momentos críticos de perseguição e opressão. Até um terremoto ocorreu devido ao fervor e unção de uma reunião de oração (At.4.31).
Em todos os aspectos precisamos desfrutar deste meio de graça maravilhoso que é a oração. A prática da oração envolve vários fatores: adoração, ações de graças, petição, confissão de pecados, intercessão, silencio, extravasamento. A prática da oração é um santo estimulante para a alma. Quando oramos em secreto perante o Senhor, temos a oportunidade de eternizar momentos sublimes na presença de Deus. Nestes momentos podemos sondar nossa alma, e receber de Deus uma radiografia da alma, discernindo assim o caminho que devemos seguir.
A oração em família é outra benção maravilhosa. Como família enfrentamos diariamente muitos desafios, os quais devem ser postos no altar de Deus pelos cônjuges, pais e filhos. Situações corriqueiras do dia-a-dia que sugerem aprendizado e correção devem ser utilizados para compartilharmos em família e orarmos. O culto doméstico é uma benção da qual precisamos lutar para exercitar em nossos lares.
A oração como igreja, de forma coletiva ou em pequenos grupos, também é uma prática que produz muita edificação para o Corpo de Cristo. Encontros de oração podem envolver grupos específicos com fins específicos. Deus deseja vem uma igreja em oração, a começar de sua liderança. Pastores, presbíteros e diáconos devem honrar a prática intercessória em suas vidas e ministério. Da mesma forma as lideranças dos deptos. Internos e ministérios da igreja devem honrar a oração; professores da Escola Dominical devem envolver seu ensino com muita oração pelo que é ministrado como pelo bem estar integral de seus alunos.
Queridos, não desprezemos a oração. Não faça pouco caso da pratica intercessória. Honre e priorize uma vida de oração, de forma pessoa, familiar e comunitária. Que Deus conceda a nós como igreja o privilégio de desfrutar da pratica da oração. Que possamos celebrar seus resultados. Que o Deus de toda graça nos ensine a orar de forma pessoal, familiar e comunitária. Orai sem cessar!
Rev. Gilberto Pires de Moraes.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

O desafio de amar a Deus e ao próximo!

Na tradição rabínica, a Torah (Pentateuco), como o Talmud (tradição oral dos judeus) sempre teve um papel importante na vida do povo hebreu. Os rabinos dividiam a lei em 613 mandamentos orais, distribuídos em 365 proibições e 248 prescrições. A tradição oral dos judeus foi passada dos pais para os filhos, e passaram a ter uma forte influência no dia-a-dia dos judeus e principalmente na sua práxis religiosa. Diante de tantas leis e tradições que envolviam o dia-a-dia dos judeus, Jesus foi indagado sobre qual seria o maior mandamento. Em resposta a indagação, Jesus Cristo resumiu a lei em dois mandamentos básicos e simples, porém profundos. O primeiro mandamento: Amar a Deus sobre todas as coisas, com toda a alma, mente, coração e forças, e o segundo mandamento: amar ao próximo como a si mesmo. Jesus ressaltou que nestes dois mandamentos se resumia a lei e os profetas (Mt.22.36-40).
Todo cristão sincero e consciente da graça e do amor de Deus, indagado de seu amor para com Deus, provavelmente vai declarar muitas “juras” de amor ao Senhor. Entretanto, o maior teste para evidenciarmos o amor de Deus em nossas vidas é termos uma atitude de obediência e compromisso para com Ele e Sua Palavra. Pessoas que amam a Deus fazem de tudo para agradar a Deus. Honram a Deus com suas vidas, com seu comportamento, com seus dons e talentos, com suas prioridades. Pessoas que amam a Deus não vivem na prática do pecado, pois neles está a divina semente ... (1Jo.3.9) O amor por Deus traz à alma maravilhosos benefícios. O fruto do Espírito se manifesta, Deus é louvado e glorificado. Agostinho chegou a dizer certa vez: “Ame a Deus e faça o que quiseres...” – Quando o amor de Deus está fluindo na vida do cristão, este amor é perceptível no seu testemunho, nos seus valores e na maneira como ele ser relaciona com os outros. Neste sentido os dois mandamentos dos quais Jesus resume a Lei estão profundamente ligados, são intrínsecos. Não se pode afirmar um negando o outro. Ambos se complementam. Quando afirmamos nosso amor por Deus, necessariamente teremos que demonstrar amor pelas pessoas. Portanto, amar o próximo não é uma opção, é uma exigência e uma conseqüência natural do cristão que ama a Deus.
Pensado nisto, temos o desafio de encarar o difícil espaço dos relacionamentos interpessoais. Muitas barreiras impedem as pessoas de viverem de forma harmoniosa umas com as outras. Esta dificuldade é notória no âmbito familiar, profissional, social e eclesiástico. Isto acontece por que somos pecadores. Nossa natureza pecaminosa é avessa a relacionamentos saudáveis, produtivos e duradouros (Gl.5.17-21). Entretanto, o amor de Deus se revela abundantemente na forma como amamos e nos interessamos pelas pessoas. Afirmar que se ama a Deus e odiar ao irmão, é uma falácia! O apóstolo João desmascara esta postura ao afirmar que não podemos amar a Deus a quem não vemos, se não pudermos amar ao nosso próximo o qual contemplamos... (1Jo.4.20). Portanto, nosso amor com Deus será evidenciado à medida que amarmos as pessoas, principalmente aquelas que aos nossos olhos são incompatíveis à nossa maneira de pensar e agir.
Pensando nisto, como vai seu amor por Deus hoje? Este amor é compatível com a qualidade de seus relacionamentos? Você tem experimentado uma verdadeira alegria em servir a Deus, em obedecê-Lo, em viver em novidade de vida? Para dominarmos esta difícil arte de relacionar-se com pessoas, a compreensão do amor de Deus por nós, é o caminho mais seguro para nos sensibilizarmos com as pessoas e suas fraquezas. Atitudes, palavras e posturas de amor são capazes de desarmar e transformar o comportamento de outras pessoas. Uma vez constrangidos pelo amor de Deus, estaremos aptos para amar as pessoas, e reproduzirmos na nossa relação com elas o que Deus fez por nós!
Que Deus nos fortaleça como Igreja no sentido de amarmos ao redentor de nossas vidas de todo coração, de toda a mente, de toda a alma e com todas as forças, como também amarmos o nosso próximo como a nós mesmos, deixando de lado o os melindres, o egoísmo e a auto-suficiência. Que de fato, possamos ser conhecidos como discípulos de Jesus Cristo pelas demonstrações de amor, afeto e altruísmo uns pelos os outros (Jo.13.35). Que Deus assim nos ajude. Amém!
Rev. Gilberto Pires de Moraes

LIÇÕES DE UM “JOELHO”!

“Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito...” Rm.8.28

Sábado, dia 08 de agosto de 2009, foi um sábado comum como os outros. Acordei, tomei café e fui para a quadra com a expectativa de ter uma manhã de lazer com os amigos e irmãos da Igreja. Era uma manhã ensolarada, e a nossa “pelada” tinha tudo para ser muito boa. Foi então que num lance corriqueiro do jogo, sem que ninguém disputasse a bola comigo, caí no chão e vi a patela do meu joelho subir, sentindo uma dor terrível. Tomei um grande susto quando olhei para o meu joelho e percebi que algo de mais sério tinha acontecido. Fui socorrido pelo Resgate, meu joelho foi imobilizado e fui para o Hospital Municipal de Ermelino. No hospital tirei uma radiografia do joelho e foi constatado que havia rompido o tendão patelar do joelho esquerdo. O médico ao olhar a chapa, disse-me que eu teria que entrar na “faca”, ou seja, cirurgia. Depois de oito horas de espera no corredor do Pronto Socorro, vendo ocorrências de todo tipo, fui removido para o Hospital Sepaco na Vila Mariana, e a cirurgia só veio acontecer na terça-feira às 17.00 hs.
Louvo a Deus por que em todo este processo senti o carinho de Deus por mim e minha família. Apesar da espera até o momento da cirurgia, Deus me abençoou não permitindo que sentisse dores, fui bem atendido e medicado. Depois da cirurgia, o médico disse para a Rose, que o tratamento implicaria em 45 dias com o joelho imobilizado e posteriormente sessões de fisioterapia. Pois bem meus irmãos, eu tinha vários planos, várias atividades para cumprir na minha agenda e subitamente este fato trouxe algumas mudanças. Neste tempo de “molho” em casa, estive avaliando o aprendizado deste fato para a minha vida. Percebi o cuidado de Deus e dos irmãos que me socorreram, como daqueles que tem me auxiliado. Constatei o quanto somos frágeis e como carecemos da misericórdia de Deus diante de fatos que não podemos controlar. Constatei como no dia-a-dia, a rotina das pessoas pode ser mudada e como é importante confiar a Deus nossos medos e temores diante de fatos inesperados. Um exemplo disto, foi testemunhar no corredor do Pronto Socorro, o desespero de um pai e de uma mãe que perderam seu filho de 6 anos atropelado por uma moto. Aquilo me fez pensar nos meus filhos que tanto amo e como é difícil tratar com as fatalidades da vida. Todos os dias, pessoas tem suas rotinas subitamente mudadas por acidentes, enfermidades e tragédias no campo dos relacionamentos e das emoções. Diante disto, como é importante ter Jesus Cristo em nossas vidas, e saber que Ele não é pego de surpresa. Como é bom poder conhecer e contar com as promessas de Deus.
Meus amados depois de algumas semanas afastado da Igreja percebi o quanto amo o Ministério, e que privilégio é servir a Deus. Percebi também a benção que é “poder ir e vir”. Quando você fica confinado em casa, é necessário pedir discernimento e paciência a Deus para que o tédio não te domine. É necessário ter criatividade para que neste tempo de recolhimento você possa cultivar o solo do coração e aproveitar o tempo de uma maneira útil. Tenho orado para que diante desta incidente, Deus ministre ao meu coração e me ensine a valorizar coisas pequenas, que nem sempre enxergamos no cotidiano da nossa vida. Como pastor, faz parte do meu dia-a-dia visitar pessoas e orar por elas, e neste sentido tem sido interessante sentir o carinho da Igreja nas visitas e orações. De fato, todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito....
Concluindo amados, sei que em nossa comunidade há muitas pessoas passando por provas, e que nestas provas Deus nos aperfeiçoa a fim de que possamos nos identificar com os sofrimentos de Cristo. Jesus é a videira, nós somos os ramos. Como é precioso saber que em momentos específicos da vida, Deus nos “poda” afim de que possamos frutificar mais (Jo.15.2). Em todas as circunstancias, Deus está no controle. Sejam fatos previsíveis ou imprevisíveis, podemos contar com o cuidado de Deus e com sua pedagogia, que nos ajuda a amadurecer como filhos e filhas. A Ele toda glória, honra e louvor. Amém.
Rev. Gilberto Pires de Moraes

sábado, 25 de dezembro de 2010

O Pastor e sua família: cuidado com a manutenção!

Ser pastor constitui-se numa benção, num privilégio maravilhoso dado por Deus de cuidar de pessoas, de ser um agente de reconciliação na comunidade cristã. Mas para que esta benção seja plena e se perpetue é necessário que o pastor cuide do maior presente que Deus lhe concedeu: sua família. Não são poucas as histórias de pastores que chegaram ao ápice de seus ministérios, ganharam fama, reconhecimento, mas infelizmente fracassaram no casamento ou na educação dos filhos. Fama, títulos, honrarias, não podem cobrir a benção de se ter um lar equilibrado e feliz.
Neste sentido, é vital que o pastor cuide bem de sua família. A manutenção da relação familiar é imprescindível para que o pastor tenha suporte para cuidar de outras pessoas. Sem esta manutenção, a autoridade espiritual do pastor fica comprometida. Sua pregação fica restrita a um discurso sem vida e sem relevância. Portanto, o pastor deve ser coerente no que se refere ao cuidado de sua esposa e seus filhos, do contrário ele não terá condições de governar a igreja de Deus (1Tm.3.2,4).
Para governar bem o lar é necessário discernimento, sabedoria, e disciplina. No afã de agradar as ovelhas e mesmo a liderança da igreja, alguns pastores em seu narcisismo, não tem coragem de dizer “não” às pessoas e circunstancias, e com isto acabam pondo em última instancia esposa e filhos. É preciso que o pastor tenha uma boa comunicação em casa, estabelecendo critérios que o ajudem a separar tempo para curtir e investir em sua família.
O pastor que se esmera em cuidar do “rebanho de casa” colhe frutos maravilhosos na sua caminhada. O pastor que tem a preocupação de amar sua esposa com amor sacrificial, considerando-a como parte mais frágil, tratando-a com dignidade, e exercendo uma liderança de servo, além de agradar a Deus, terá reflexos desta postura em seu ministério. Da mesma forma, quando o pastor trata seus filhos com carinho, dando-lhes a atenção devida, e acima de tudo, lhes dando exemplo, acabam ganhando o respeito e o orgulho de seus filhos.
Infelizmente alguns pastores tornam-se reféns do mito de que são perfeitos e que devem possuir famílias perfeitas. Acredito que devemos ser modelos de desenvolvimento para pessoas e não modelos de perfeição. Nossas mulheres, muitas vezes “sem nome” não precisam aderir ao status de “mulher maravilha”, que faz tudo e agrada a todos; mas devem ser mulheres, que acima de tudo, agradem a Deus, e cumpram seu papel no corpo de Cristo através dos dons e talentos que receberam. Da mesma forma nossos filhos devem ser vistos como pessoas normais, que enfrentarão naturalmente ao longo da vida, as dificuldades e alegrias da infância e da adolescência.
Para que a família do pastor seja resguardada de tantos ataques, sejam eles externos ou internos, é necessário que o pastor faça a devida manutenção do seu casamento, como também do relacionamento com seus filhos. Esta manutenção envolve atenção, altruísmo, renúncia, e acima de tudo sensibilidade ao universo da esposa e dos filhos.
Em suma, quando cuidamos do coração e da alma, e buscamos diligentemente a plenitude do Espírito, nossas esposas e filhos verão aquilo que está em nosso coração (Dt.6.6,7), e conseqüentemente desfrutaremos de um ministério mais pleno e feliz!.
Rev. Gilberto Pires de Moraes.