quinta-feira, 9 de outubro de 2014

VIDA EM COMUNHÃO: SINAL DE UNIDADE!

N
Este final de tempos, temos diante  de nós, o triste quadro estatístico do crescimento da violência e do desrespeito aos direitos humanos. O homem, apesar de ser um “ser” racional, se comporta como uma besta-fera, o qual, sem misericórdia, dizima e abate seu próximo. Como Igreja, temos o desafio de nos posicionar contra este terrível conflito social, que tem hoje deixado as pessoas com muito medo e propensas a tornarem-se insensíveis e cínicas ao mal que nos assola.
          Jesus disse que “nisto conhecereis que sois meus discípulos, se tivermos amor uns pelos outros...” (Jo.13.35). A maior marca do discípulo, daquele que segue a Jesus é o amor. O apóstolo Paulo em seu tratado sobre o amor em 1 Coríntios 13, diz que o amor é benigno, é paciente, não é ciumento, não procura seus interesses, não é soberbo, etc. O amor deve ser a maior marca de uma igreja. Amar quem nos ama, já não tem sido muito fácil, imaginem, amar nossos inimigos. Não é fácil amar as pessoas que nos incomodam, que nos fazem mal. Amar nestas circunstâncias de inimizade, é uma linda demonstração de como o caráter de Jesus está sendo formado em nós; é uma demonstração de como a vida de Jesus, deixa em nós traços de excelência e misericórdia.
          Amados, se quisermos influenciar o mundo necessitamos ser mais sensíveis aos nossos “domésticos”, e neste grupo está incluído, nossa família e nossos irmãos da Igreja. É uma incoerência dizer que estamos dispostos a amar os perdidos, se não conseguimos amar aqueles nos quais comungamos semanalmente. Note, que na Igreja Primitiva, além da Palavra e da Oração, eles tinham como marca distintiva, a Comunhão. Uma comunhão viva, alegre, contagiante e autêntica. Aqueles crentes atraíam a simpatia de todo o povo, porque eles se amavam. Não era algo forçado, imposto, mas era uma prática espontânea, fruto do amor e da misericórdia de Deus, em suas vidas. O amor e a comunhão são elementos provenientes da graça preciosa de Jesus Cristo em nossas vidas. Nos amamos, porque Ele nos amou primeiro. Quem ama é nascido de Deus, pois nele está a divina semente.


          O cristão que tem um coração amoroso, não gosta de briga, de dissenções, de mostrar que é o “tal”; não gosta de partidarismos,  não gosta do pecado, de injustiça, de divisão, pelo contrário, esta aberto e feliz em ser um agente promotor de comunhão, se depender dele, ele tem paz com todos os homens, sofre o dano, suporta o irmão mesmo como um “fardo”. Ser cristão maduro é estar aberto para o trato de Deus nas relações humanas, amando e considerando o nosso próximo superior a nós mesmos, o contrário a isto, cheira religiosidade, legalismo e hipocrisia.
          Que Deus nos dê a graça de experimentarmos em plenitude a vida em comunhão. Comunhão com Deus, que naturalmente desemboca em comunhão com o próximo. Só assim Deus ordenará a bênção e a vida para sempre. Que Deus nos ajude. Amém.

Rev. Gilberto Pires de Moraes.

OS PEQUENOS GRUPOS NA IGREJA PRIMITIVA!

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esde os primeiros dias a Igreja reunia-se em lares. Todas as atividades associadas à comunidade dos redimidos realizavam-se nas casas. Partiam o pão juntos, alimentavam-se juntos e louvavam a Deus no culto doméstico (At.2.46,47). Por meio deste compartilhar nos lares, muitas pessoas que não criam foram alcançadas. Os crentes eram estimados por todos, e muitos foram convertidos. A evangelização era um dos resultados do encontro dos crentes nas casas.
           Além de cultuar e partilhar o pão juntos, vemos que os crentes ensinavam e pregavam em suas casas, bem como no pátio do templo (At.5.42).
           A oração era um elemento importante nas reuniões caseiras da igreja primitiva. Um grupo encontrava-se na casa de Maria orando para que Pedro fosse solto da prisão quando, Deus respondeu de forma miraculosa (At.12.12-17). Também a poderosa reunião de oração mencionada após a primeira prisão de Pedro provavelmente ocorreu em um lar (At.4.31).
           Os relatórios sobre o trabalho de Deus eram fatos nesses grupos domésticos. O encontro em pequenos grupos possibilita um compartilhar mais íntimo. Quando Pedro e João foram libertos da prisão, voltaram e compartilharam com os companheiros o  que  Deus  havia  feito (At.4.23). Em At.12.17, Pedro não só relata os acontecimentos ao grupo doméstico, mas diz aos cristãos que os anunciem “a Tiago e aos irmãos” também.
           No N.Testam. existem muitos outros exemplos de reuniões em casas. Paulo estava ensinando em um cenáculo em Trôade na véspera de sua viagem quando Êutico, que dormia, caiu e morreu. Paulo ressuscitando-o e continuou a reunião na casa até o amanhecer, quando viajou (At.20.7-12). Outra vez, em Éfeso, ao dar sua mensagem de despedida aos presbíteros, Paulo lembrou-os de que os ensinava publicamente e de casa em casa (At.20.20).
           A Igreja primitiva era um movimento fundamentado nos lares. Apesar de o ensino e a pregação serem feitos publicamente, no pátio do templo, nas sinagogas e nos camplos abertos, a verdadeira vida da igreja acontecia nas casas. O lar  de Áquila e Priscila foi a base da igreja de Éfeso e, mais tarde, de Roma (1 Co.16.19 e Rm.16.3-5). A igreja de Laodicéia encontrava-se na casa de Ninfa (Cl.4.15), enquanto a igreja de Colossos reunia-se na casa de Filemom (Fm.2).
           Um dos padrões que emerge de um estudo da Igreja do Novo Testamento é o da estrutura complementar dos pequenos e grandes grupos . O culto nos grandes grupos e o compartilhar nos pequenos grupos são estruturas básicas e complementares. Vários dos versículos citados acima salientam esse aspecto da vida da Igreja. “E todos os dias, no templo e de casa em casa, não cessavam de ensinar, e de pregar Jesus, o Cristo” (At.5.24; At.2.46).
           Esse padrão de pequeno grupo-grande grupo foi eficaz tanto para o testemunho quanto para a vida em comum da Igreja. Um dos resultados mais importantes desse padrão foi o surpreendente crescimento da Igreja primitiva.
           Diante destes padrões bíblicos referentes ao crescimento da Igreja, é importante que todos nós como Igreja nos mobilizemos no sentido de resgatar estes princípios para os nossos dias. Ore e se envolva com o desafio do “Discipulado” e do trabalho com pequenos grupos. Isto proporcionará o crescimento integral da Igreja. Que Deus assim nos ajude!

Rev. Gilberto Pires de Moraes

A IGREJA DE DUAS ASAS!

A
história nos mostra que quando Jesus fundou a Igreja através dos Doze, ela tinha dinâmica familiar, mas também tinha a dinâmica comunitária. Em Atos 2:42-47, diz que eles estavam juntos nas casas e no Templo. Atos 5:42 diz que “...todos os dias, no Templo e de casa em casa, não cessavam de ensinar e de pregar Jesus, o Cristo...”. Atos 20:20 fala que o Evangelho era anunciado publicamente e de casa em casa. É clara a evidência de que a Igreja foi fundada sobre a base de comunidade e corporativismo; com reuniões nos lares e reuniões coletivas. Vemos aqui uma igreja de “duas asas”!
                Até o século IV, por volta do ano 313 d.C., a Igreja vinha crescendo de maneira bíblica e equilibrada, havia um sentimento forte e perseverante da Igreja em permanecer na doutrina dos apóstolos primitivos, mesmo em face das heresias que bombardeavam o cristianismo de todos os lados. Paralelamente a isso os cristãos sofriam a sua pior perseguição desde seu nascimento empreendida pelo Império Romano, mas mesmo assim os cristãos não paravam de multiplicar e foi através desta visão de grupos pequenos e coletivos que o Evangelho foi espalhado pelo mundo afora, impactando aquela época.
                Porém, quando o Imperador Constantino subiu ao poder, ele promulgou um edito de tolerância proibindo toda e qualquer perseguição aos cristãos dentro do Império Romano, embora a preocupação dele fosse apenas política e não religiosa. Mais tarde, no ano de 395 d.C, o Imperador Teodósio instituiu o cristianismo como a religião oficial do Império. A Igreja foi ganhando espaço e havia muitos interesses políticos que a rondavam. Muitas propriedades foram doadas à Igreja e aos poucos seus templos foram sendo construídos e a coletividade da mesma crescendo. Com isto, a Igreja perdeu a visão da Igreja de duas asas. A “asa do grupo pequeno” se tornou cada vez mais fraca, por falta de exercício, até atrofiar e tornar-se um apêndice sem vida e sem utilidade, ao lado da asa exagerada do grupo grande. A Igreja de duas asas que havia planado nas maiores alturas tornou-se agora uma Igreja de uma asa, as reuniões simples nas casas que geravam comunhão e pastoreamento, deu lugar aos templos suntuosos e a multidões de um líder só
                Os cultos nas catedrais passaram a ser a tônica do Cristianismo, se transformando em grande força político-social, mas perdendo seu contexto espiritual. Do século IV ao século XX, a Igreja esteve firmada sobre o sistema corporativista, na base de “clero e leigos”, tornando-se então a Igreja de uma asa só. É claro que houve alguns remanescentes da Igreja de duas asas, mas tão poucos que não se fizeram muita diferença. Com isto, a Igreja do Senhor Jesus viveu uma realidade escura e agora, no século XX, ressurgiu a realidade de comunidade, a outra asa da Igreja, mas muitos grupos e denominações têm abandonado de maneira radical a asa do corporativismo, voltando, assim, somente à prática da Igreja nos lares, em comunidade, e, às vezes, até pregando que a base do corporativismo não é algo de Deus. Isso é um equívoco! 
                A verdade é que no período “escuro” da Igreja houve um desequilíbrio para o lado do corporativismo, mas agora, em muitas realidades têm havido um desequilíbrio para o outro lado, o lado de comunidade. O que Deus deseja é o equilíbrio das duas asas.
                Diante da compreensão das Escrituras creio que Deus deseja que sejamos uma “igreja de duas asas”. Uma igreja que leva a multidão a “celebrar” e que se reúne em grupos pequenos para “integrar e multiplicar”. A qualidade um encontro caseiro, onde vários grupos se reúnem diante de um propósito e debaixo de uma supervisão, produzirá naturalmente celebrações mais genuínas e integradas ao propósito da Grande Comissão (Mt.28.18-20).
                Estas “duas asas” da igreja geram adoração, comunhão, evangelismo e liderança. Diante de um mundo tão corrido precisamos remir o tempo e trabalhar com inteligência e foco. Nossa visão neste novo ano é fortalecer nossas celebrações dominicais e incentivar as pessoas a valorizarem relacionamentos através dos grupos pequenos.
                Creio que assim como Jesus tinha um ministério público (multidão) e particular (O grupo dos Doze), da mesma forma a igreja deve se comportar, valorizando suas celebrações dominicais e os encontros para relacionamento durante a semana. Portanto reflita:
a)     A igreja em celebração – são nossos ajuntamentos com toda a igreja local no domingo. Neste espaço o desafio é levar a comunidade reunida a amar ao Senhor de todo coração, intelecto, forças e ser... uma igreja que ama a Jesus e o prioriza como Senhor.
b)     A igreja em grupos – “são as mãos e as pernas” do Corpo de Cristo, onde os crentes estrategicamente distribuídos em grupos caseiros compartilham a Palavra informalmente, oram, cantam, evangelizam e são treinados para a multiplicação. A ideia neste ajuntamento e levar as pessoas a amarem ao próximo, priorizando relacionamentos.
c)     A igreja em ação por meio de dons ou ministérios – A celebração dominical e do grupo caseiro semanal levará a igreja a exercer a mutualidade, os mandamentos recíprocos como também o exercício dos dons e ministérios. O fazer não será mais um mero ativismo confinado a 15% de pessoas da igreja, mas a igreja toda. Aleluia! Uma igreja com uma celebração teocêntrica e uma vida comunitária mais participativa, não presa a meros programas, mas a relacionamentos... Uma igreja mais comunitária e menos clerical.

Minha oração é que a igreja seja corajosa, bíblica e vibre com aquilo que Deus vibra. Que Deus assim nos abençoe nesta empreitada.  

 Rev. Gilberto Pires de Moraes

sábado, 10 de agosto de 2013

GRUPOS PEQUENOS: UMA VELHA NOVIDADE!


G
raças a Deus todas as semanas temos reuniões de grupos familiares espalhadas pelo bairro. São pelo menos oito grupos que se encontram para orar e compartilhar a Palavra de Deus. Além disto, desfrutamos de momentos de comunhão, onde cantamos, damos risada, choramos, confessamos pecados, testemunhamos vitórias, dividimos fardos e cooperamos com a unidade da Igreja. Sabemos que há muito a fazer quanto a recepção da igreja local a esta visão, mas louvamos a Deus pelos frutos já conquistados deste trabalho. Os grupos familiares vieram prá ficar, mas não custa nada frisarmos alguns de seus benefícios, os quais bem explorados podem trazer grandes perspectivas de crescimento integral para a Igreja: 
A) Intimidade: A intimidade é um ingrediente necessário para gerar a confiança. A medida que as pessoas se conhecem melhor, podem compartilhar seus fardos e alegrias mais profundamente. Temos aqui um espaço para confissão, para o desabafo e para as ações de graças. As células podem nos dar a oportunidade tirarmos nossas “máscaras” e desfrutarmos desta intimidade.
B) Flexibilidade: Devido ao seu tamanho e informalidade a célula pode mudar rapidamente. Como a maioria dos participantes de uma célula vivem numa mesma localidade, a comunicação é facilitada.
C) Comunidade: Dentro do pequeno grupo,  existe  o conceito de comunidade. Muitas pessoas foram alcançadas pelo evangelho por causa da sensação de comunidade que encontraram nas células. O sentimento de comunidade produz nas pessoas uma mentalidade de servo, com atitudes altruístas.
D) Mobilidade: As células dão mobilidade à Igreja. O prédio da Igreja não é a igreja. As células são a igreja espalhada por toda a cidade. São neste sentido, as “pernas” da Igreja, para que ela chegue a todas as partes do bairro. A mobilidade que encontramos na igreja primitiva pode ser mantida mediante as células.
E) Sensibilidade: Ao mesmo tempo que as células são as pernas da igreja, são também seus olhos e ouvidos na comunidade vizinha. Por meio das células a igreja pode saber o que está acontecendo na comunidade de cada célula. As células têm servido como os olhos e os ouvidos do pastores e presbíteros junto ao seu rebanho. Acontecimentos e questões importantes são relatados a esses homens por membros das células. Sem a célula, muitos que necessitam de cuidados pastorais talvez não o recebam. As células têm sido uma forma de criar redes de relacionamento dentro da Igreja.
       Estes são alguns dos vários benefícios que os grupos familiares (células) podem trazer para a Igreja. Meu desejo é que Deus continue a abençoar e dinamizar o trabalho destes grupos familiares. Sua participação nas reuniões, suas orações e engajamento com os valores do Reino de Deus poderão ser excelentes meios de fazer com que este trabalho cresça e “apareça”.
        Vamos orar para que Deus levante mais obreiros para este trabalho. Precisamos de obreiros disponíveis, submissos, ensináveis e fiéis, que se coloquem a disposição para este trabalho bonito de evangelismo e discipulado. Existem muitos lares nesta região e em outras que podem ser alcançados. Se você tem sido abençoado, visualize esta bênção para outros. Que Deus nos ajude!
Pr. Gilberto Pires de Moraes.


“Diariamente perseveravam unânimes no templo, partiam pão de casa em casa, e tomavam suas refeições com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus e contando com a simpatia de todo o povo. Enquanto isso, acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos...” At.2.46,47.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012


O DESAFIO DE SER UMA IGREJA SIMPLES!

Nos últimos meses algumas perguntas tem dominado meu coração no que concerne ao papel e relevância da igreja em nossos dias. Dentre estes questionamentos fiquei a pensar qual seria a opinião de Cristo quanto a relevância da nossa agenda eclesiástica e das atividades que desenvolvemos na Igreja. Será que aquilo que fazemos na igreja hoje reflete o ideal de Deus em Cristo? O que Jesus mais valorizou em seu ministério? O que deveríamos valorizar mais?
Jesus viveu intensamente seus três anos de ministério atingindo publicamente as multidões, das quais ele ensinou, alimentou e curou. Também desenvolveu um ministério particular, que se destacou no discipulado de Doze homens que posteriormente viriam a transformar o mundo. O legado deixado por Jesus se perpetuou ao longo dos séculos, pois seus seguidores entenderam a estratégia do discipulado utilizada pelo Mestre. Andar com as pessoas e amá-las foi a estratégia simples utilizada por Jesus. Foi por meio deste amor que a simplicidade do evangelho transformou o mundo.
Os judeus possuíam um código de leis que constava de 613 prescrições. Eles escolheram o número 613 porque este era o número de letras do texto dos dez mandamentos. Dividiram esta lista em dois tipos: mandamentos afirmativos (faça isso) e mandamentos negativos (não faça isto). Havia 248 mandamentos afirmativos e 365 mandamentos negativos, uma para cada dia do ano. Quando questionado qual seria o maior mandamento, Jesus foi simples e categórico: Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os profetas (Mt.22.37-40). Percebam que diante de um código de leis extenso, Jesus descomplica, transformando o complexo em algo simples e prático. 
        Muitas igrejas hoje estão congestionadas de atividades que não cumprem o ideal da Grande Comissão (Mt.28.18-20). Regularmente vemos atividades que não tem nenhum vínculo com a evangelização e com a edificação de vidas. Muitos crentes por se acostumarem com esta estrutura eclesiástica tornam-se apenas receptores e consumidores de cultos e programas da igreja, mas não experimentam a dinâmica do discipulado em suas vidas. Tornam-se fracos na Palavra e quase não existe em suas vidas nenhuma dinâmica de evangelismo e discipulado.
Uma igreja simples e focada na missão de Cristo deve se preocupar simplesmente em vivenciar três princípios: Amar a Deus; Amar ao próximo e servir ao mundo. De forma prática estes princípios podem ser vivenciados da seguinte forma: a) O amor a Deus pode ser focado em nossas celebrações dominicais através de cultos inspirativos onde as pessoas celebrem o senhorio de Jesus em suas vidas. Estes cultos devem ser teocêntricos, onde Deus se torna a plateia e nós os artistas. Ou seja, oferecemos a Deus as primícias da nossa vida, o que temos de melhor, pois ele é um Deus santo e tremendo; b) O amor ao próximo só pode ser demonstrado se houver ajuntamento, se houver comunhão. Esta comunhão para ser profunda deve ser informal, espontânea e perseverante. A comunhão ocorre em grupos que se reúnem para refletir, estudar e aplicar as Escrituras em seu cotidiano, exemplo: Escola Dominical e grupos familiares; c) Servimos ao mundo como resultado natural da contemplação do Deus santo e do amor ao próximo. O serviço é fruto de uma vida voltada para Deus e para o outro. Nesta ordem de fatores o crente que ama a Deus, que ama ao seu próximo, sentirá naturalmente o desejo de servir ao mundo, evangelizando e discipulando pessoas através dos seus dons e talentos (Ef.4.12).
Uma igreja simples pode ser definida como “uma congregação organizada em torno de um processo objetivo e estratégico que conduz as pessoas através dos estágios do crescimento espiritual”. Deus não fica satisfeito quando cuidamos de atividades medíocres em vez de fazermos discípulos. Não adianta cumprir rituais e programas eclesiásticos, se vidas não são transformadas. Deus deseja uma igreja simples, cuja filosofia de ministério seja clara, alinhada e focada.
Em suma, precisamos fugir da aglomeração de programas e atividades sem lógica e propósito e alinharmos nossa agenda a algo que glorifique a Deus e edifique vidas. Com certeza esta atitude revolucionará a igreja, e nos fará mais felizes e relevantes em nossa geração.
Ore para que o Espírito Santo nos encoraje a adotar este estilo simples de ser igreja, e que cada crente da igreja local sinta-se importante no desafio da grande comissão. Que assim seja, em nome de Jesus.
Rev. Gilberto Pires de Moraes

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

A IMPORTANCIA DA ORAÇÃO PARA EDIFICAÇÃO DA IGREJA!

Recentemente, em algumas de minhas preleções, fiz um comentário sobre a oração afirmando que ela é “a cinderela” da igreja. Ou seja, em algumas situações, assim como a história de Cinderela, a oração é desprezada por algumas “madrastas”, que a colocam em segundo plano, não dando o valor que ela merece.
Os momentos de oração, sejam eles pessoais, entre você e Deus no quarto, no âmbito familiar ou comunitário, quando realizados com as motivações corretas e com corações sedentos produz resultados maravilhosos. Estes resultados são notórios no suprimento de necessidades físicas, materiais, emocionais, existenciais e espirituais de cada um de nós.
Um crente que ora, uma família que ora, uma liderança que ora, uma igreja que ora, com certeza experimentarão a manifestação da graça e do poder de Deus. A natureza desta oração não deve ser utilitarista, mas deve ser acima de tudo afetiva, fruto de um relacionamento aberto e transparente com Deus.
Geralmente pessoas que possuem intimidade com Deus em oração, são pessoas que valorizam também a oração intercessória em grupo. A igreja primitiva experimentou a graça e a unção de Deus em momentos críticos de perseguição e opressão. Até um terremoto ocorreu devido ao fervor e unção de uma reunião de oração (At.4.31).
Em todos os aspectos precisamos desfrutar deste meio de graça maravilhoso que é a oração. A prática da oração envolve vários fatores: adoração, ações de graças, petição, confissão de pecados, intercessão, silencio, extravasamento. A prática da oração é um santo estimulante para a alma. Quando oramos em secreto perante o Senhor, temos a oportunidade de eternizar momentos sublimes na presença de Deus. Nestes momentos podemos sondar nossa alma, e receber de Deus uma radiografia da alma, discernindo assim o caminho que devemos seguir.
A oração em família é outra benção maravilhosa. Como família enfrentamos diariamente muitos desafios, os quais devem ser postos no altar de Deus pelos cônjuges, pais e filhos. Situações corriqueiras do dia-a-dia que sugerem aprendizado e correção devem ser utilizados para compartilharmos em família e orarmos. O culto doméstico é uma benção da qual precisamos lutar para exercitar em nossos lares.
A oração como igreja, de forma coletiva ou em pequenos grupos, também é uma prática que produz muita edificação para o Corpo de Cristo. Encontros de oração podem envolver grupos específicos com fins específicos. Deus deseja vem uma igreja em oração, a começar de sua liderança. Pastores, presbíteros e diáconos devem honrar a prática intercessória em suas vidas e ministério. Da mesma forma as lideranças dos deptos. Internos e ministérios da igreja devem honrar a oração; professores da Escola Dominical devem envolver seu ensino com muita oração pelo que é ministrado como pelo bem estar integral de seus alunos.
Queridos, não desprezemos a oração. Não faça pouco caso da pratica intercessória. Honre e priorize uma vida de oração, de forma pessoa, familiar e comunitária. Que Deus conceda a nós como igreja o privilégio de desfrutar da pratica da oração. Que possamos celebrar seus resultados. Que o Deus de toda graça nos ensine a orar de forma pessoal, familiar e comunitária. Orai sem cessar!
Rev. Gilberto Pires de Moraes.