quinta-feira, 8 de outubro de 2020

Perdoar é preciso!

 "Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celeste vos perdoará; se, porém, não perdoardes aos homens [as suas ofensas], tampouco vosso Pai vos perdoará as vossas ofensas..” Mt. 6:14-15.




sexta-feira, 26 de junho de 2020

EVANGELHO: A MELHOR NOTÍCIA EM TEMPOS DE CRISE!

PASTORAL IPEM - VENCENDO A ANSIEDADE! (Fp.4.6,7)

"Não fiquem preocupados com coisa alguma, mas, em tudo, sejam conhecidos diante de Deus os pedidos de vocês, pela oração e pela súplica, com ações de graças. E a paz de Deus, que excede todo entendimento, guardará o coração e a mente de vocês em Cristo Jesus..."

terça-feira, 1 de novembro de 2016

O DESAFIO DE AMAR A DEUS E AO PRÓXIMO!


N
a tradição rabínica, a Torah (Pentateuco), como o Talmud (tradição oral dos judeus) sempre teve um papel importante na vida do povo hebreu. Os rabinos dividiam a lei em 613 mandamentos orais, distribuídos em 365 proibições e 248 prescrições. A tradição oral dos judeus foi passada dos pais para os filhos, e passaram a ter uma forte influência no dia-a-dia dos judeus e principalmente na sua pratica religiosa.
Diante de tantas leis e tradições que envolviam o dia-a-dia dos judeus, Jesus foi indagado sobre qual seria o maior mandamento. Em resposta a indagação, Jesus Cristo resumiu a lei em dois mandamentos básicos e simples, porém profundos. O primeiro mandamento: Amar a Deus sobre todas as coisas, com toda a alma, mente, coração e forças, e o segundo mandamento: amar ao próximo como a si mesmo. Jesus ressaltou que nestes dois mandamentos se resumia a lei e os profetas (Mt.22.36-40).
              Todo cristão sincero e consciente da graça e do amor de Deus, indagado de seu amor para com Deus, provavelmente vai declarar muitas “juras” de amor ao Senhor.  Entretanto, o maior teste para evidenciarmos o amor de Deus em nossas vidas é termos uma atitude de obediência e compromisso para com Ele e Sua Palavra. Pessoas que amam a Deus fazem de tudo para agradar a Deus. Honram a Deus com suas vidas, com seu comportamento, com seus dons e talentos, com suas prioridades.
Pessoas que amam a Deus não vivem na prática do pecado, pois neles está a divina semente ... (1Jo.3.9) O amor por Deus traz à alma maravilhosos benefícios. O fruto do Espírito se manifesta, Deus é louvado e glorificado. Agostinho chegou a dizer certa vez: “Ame a Deus e faça o que quiseres...” – Quando o amor de Deus está fluindo na vida do cristão, este amor é perceptível no seu testemunho, nos seus valores e na maneira como ele ser relaciona com os outros.
Neste sentido os dois mandamentos dos quais Jesus resume a Lei estão profundamente ligados, são intrínsecos. Não se pode afirmar um negando o outro. Ambos se complementam. Quando afirmamos nosso amor por Deus, necessariamente teremos que demonstrar amor pelas pessoas. Portanto, amar o próximo não é uma opção, é uma exigência e uma consequência natural do cristão que ama a Deus.
              Pensado nisto, temos o desafio de encarar o difícil espaço dos relacionamentos interpessoais. Muitas barreiras impedem as pessoas de viverem de forma harmoniosa umas com as outras. Esta dificuldade é notória no âmbito familiar, profissional, social e eclesiástico. Isto acontece por que somos pecadores. Nossa natureza pecaminosa é avessa a relacionamentos saudáveis, produtivos e duradouros (Gl.5.17-21). Entretanto, o amor de Deus se revela abundantemente na forma como amamos e nos interessamos pelas pessoas. Afirmar que se ama a Deus e odiar ao irmão, é uma falácia! O apóstolo João desmascara esta postura ao afirmar que não podemos amar a Deus a quem não vemos, se não pudermos amar ao nosso próximo o qual contemplamos... (1Jo.4.20). Portanto, nosso amor com Deus será evidenciado à medida que amarmos as pessoas, principalmente aquelas que aos nossos olhos são incompatíveis à nossa maneira de pensar e agir.
              Pensando nisto, como vai seu amor por Deus hoje? Este amor é compatível com a qualidade de seus relacionamentos? Você tem experimentado uma verdadeira alegria em servir a Deus, em obedecê-Lo, em viver em novidade de vida? Para dominarmos esta difícil arte de relacionar-se com pessoas, a compreensão do amor de Deus por nós, é o caminho mais seguro para nos sensibilizarmos com as pessoas e suas fraquezas. Atitudes, palavras e posturas de amor são capazes de desarmar e transformar o comportamento de outras pessoas. Uma vez constrangidos pelo amor de Deus, estaremos aptos para amar as pessoas, e reproduzirmos na nossa relação com elas o que Deus fez por nós!
              Que Deus nos fortaleça como Igreja no sentido de amarmos ao redentor de nossas vidas de todo coração, de toda a mente, de toda a alma e com todas as forças, como também amarmos o nosso próximo como a nós mesmos, deixando de lado o os melindres, o egoísmo e a autossuficiência. Que de fato, possamos ser conhecidos como discípulos de Jesus Cristo pelas demonstrações de amor, afeto e altruísmo uns pelos os outros (Jo.13.35). Que Deus assim nos ajude. Amém!

Rev. Gilberto Pires de Moraes

sábado, 2 de abril de 2016

A MENTIRA TEM PERNAS CURTAS!

O
dia 1 de abril, é visto por muitos como o dia da mentira. Muitas brincadeiras e anedotas são criadas em comemoração a este dia. Infelizmente a mentira é algo que está alicerçado na natureza humana desde a sua queda. A mentira teve seu nascedouro no Jardim do Éden, quando o diabo, o pai da mentira, seduziu a Eva para pecar contra Deus comendo do fruto proibido. Satanás lubridiou a Adão e Eva, dizendo que se comessem do fruto seriam como Deus, conhecedores do bem e do mal (Gn.3.5). A partir da desobediência de Adão e Eva, tudo mudou, a natureza foi afetada, o ser humano experimentou o pecado e experimentaria por todas as gerações a dura realidade da morte (Rm.5.12; 6.23). Não é a toa que Satanás recebeu o título de pai da mentira (Jo.8.44). Sendo um ser inteligente e sagaz, ao longo dos séculos ele tem roubado matado e destruído vidas através da mentira.
             Vivemos numa nação, onde infelizmente o estilo de vida de muitas pessoas está ligado e alicerçado à mentira. Muitos se promovem e ganham espaço em suas realizações pessoais investindo na prática da mentira. A mentira é uma prática que se encontra em voga hoje nos discursos políticos e religiosos. Quando a mentira vem de “cima” a coisa fica feia, pois há uma tendência das massas assumirem o exemplo de seus liderados. O profeta Oséias denuncia esta realidade dizendo: “Ouvi a palavra do Senhor, vós, filhos de Israel, porque o Senhor tem uma contenda com os habitantes da terra, porque nela não há verdade, nem amor, nem conhecimento de Deus. O que só prevalece é perjurar, mentir, matar, furtar e adulterar, e há arrombamentos e homicídios sobre homicídios... Todavia, ninguém contenda, ninguém repreenda; porque o teu povo é como os sacerdotes aos quais acusa....” (Oseias 4.1,2,4). Esta “contenda” de Deus contra o pecado das autoridades e da sociedade é notória também em nossos dias. Precisamos orar para que a verdade do evangelho liberte o nosso povo da mentira e do engano, e que a mudança comece das autoridades constituídas, sejam elas políticas ou religiosas.
             Há um arcabouço de práticas que envolvem a mentira: adultério, corrupção, roubo, maledicência, hipocrisia, religiosidade, etc. Todas estas práticas levam as pessoas a se afastarem de Deus e receberem pelos seus atos a devida punição. Quando mentimos ferimos a nós mesmos. Em Pv.12.22 está escrito:  “Os lábios mentirosos são abomináveis ao Senhor; mas os que praticam a verdade são o seu deleite.” O Sl.101.7 diz  “o que usa de fraude não habitará em minha casa; o que profere mentiras não estará firme perante os meus olhos.” A parte que cabe aos mentiroso, segundo as Escrituras, é o lago de fogo e enxofre a saber, a segunda morte (Ap.21.8). O inferno será uma realidade para quem “ama e pratica a mentira” (Ap.22.15). Ou seja, amar e praticar a mentira envolve um estilo de vida, uma prática de vida. Se de fato somos filhos da luz, se já conhecemos a liberdade em Cristo (Jo.8.32), temos que romper com qualquer prática que envolva a mentira. Em linhas gerais, pode-se mentir de duas formas:
             a) Com as pessoas: pode se usar a mentira nos relacionamentos que envolvem: cônjuge, pais, filhos, amigos, patrão, líderes, professores, liderados, autoridades, etc. A mentira aqui pode ocorrer na maneira como nos comunicamos ou mesmo como nos comportamos. Por isto Paulo adverte: “Pelo que deixai a mentira, e falai a verdade cada um com o seu próximo, pois somos membros uns dos outros.” Ef. 4:25; “Não mintais uns aos outros, uma vez que vos despistes do velho homem com os seus feitos..” Cl..3.9. – Não mentir às pessoas é um importante mandamento recíproco que preserva a comunhão e a integridade dos relacionamentos. A mentira nos relacionamentos gera desconfiança, rouba a credibilidade e promove a dissenção.
             b) Na maneira de viver: a mentira pode vir acompanhada pela hipocrisia e demagogia. A hipocrisia consiste na arte de se usar máscaras no palco da vida. Este tipo de mentira é comportamental, é cheia de aparatos e expressões superficiais que não convencem por não serem genuínas e nem demonstradas nas atitudes. Literalmente é usar máscaras.  A demagogia, por sua vez é a arte de conduzir as pessoas a uma falsa situação, ou seja, consiste em propor algo que não pode ser posto em prática, visando benefícios ou compensações pessoais. Cabe a nós fugirmos deste tipo de comportamento, e buscarmos em nosso dia-a-dia o espaço da confissão, onde nossas máscaras caiam e imagem de Jesus se renove em nós a cada dia.
 Uma das coisas que Deus mais honra é a sinceridade do seu povo, sinceridade esta que desemboca em arrependimento e em busca por Deus. A sinceridade é irmã da verdade. Ambas se complementam. Portanto, assuma, custe o que custar, a verdade em sua vida. Deixe as máscaras caírem. Assuma seus erros e pecados perante Deus e caminhe numa vida de sinceridade e transparência tanto para com Deus como para os homens. Lembre-se: Deus prefere a oração de um publicano pecador que não tem nada a oferecer do que a oração de um fariseu arrogante que não precisa de arrependimento (Lc.18.,11 e 13). Em toda a nossa maneira de viver não há como mentir prá Deus, Ele perscruta toda a nossa vida, Ele é onisciente e onipresente, sabe tudo e está em todos os lugares, não há como se esconder dele. Inclusive, ele nos adverte que tudo o que está oculto há de ser revelado (Lc.12.2).
Queridos, que todos os dias sejam pra nós, dias onde a verdade esteja impregnada em nossas mentes e corações. Vamos nos alimentar da verdade (Sl.37.3); vamos andar na verdade (Sl.86.11); vamos comprar a verdade e não vende-la de forma alguma (Pv.23.23). Que o Deus da verdade nos use como instrumentos para libertar as pessoas das garras da mentira. Amém!
Rev. Gilberto Pires de Morae

sexta-feira, 4 de março de 2016

Neste mês de março, a IPEM completa 63 anos como igreja organizada. Será um mês de celebração e gratidão a Deus por este tempo de bençãos como igreja nesta região. Participe conosco!



Mensagem 06.03.16 - Rev. Gilberto Pires - Amando a Deus e ao próximo!

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

ACERTANDO O ALVO COMO IGREJA!

“Ouçam, vastas ilhas, prestem atenção, povos distantes: O Eterno me pôs em ação desde o dia do meu nascimento. No momento em que entrei no mundo, ele me chamou. Ele me municiou com palavras penetrantes. Manteve sua mão sobre mim, para me proteger. Fez de mim sua flecha calibrada e me escondeu em sua aljava. Ele me disse: “Você é meu servo amado, Israel, por meio de quem brilharei...”. Bíblia – A mensagem!

Escute esta mensagem e acerte o alvo como membro do Corpo de Cristo!

Is.49.1-3 - Acertando o alvo como igreja - 28.02.16.mp3


terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Precisamos mais do que nunca, lutar pela família!
Inimigos terríveis tem se levantado, mas Deus por meio de Sua Palavra tem as diretrizes que precisamos para recuperar o que inimigo tem roubado!

https://www.youtube.com/watch?v=aDoJN7NjfTM

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

"CRESCENDO COM SAÚDE"


"E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações. 43 Em cada alma havia temor; e muitos prodígios e sinais eram feitos por intermédio dos apóstolos..." At.2.42-43.

D
epois da ressurreição e ascensão de Jesus, os discípulos aguardavam com expectativa a promessa de derramamento do Espírito Santo (At.1.8). No dia do Pentecoste a Igreja experimentou um poderoso revestimento de poder, e a partir de então a ordem da “grande comissão” passou a ser concretizada, de maneira que o evangelho se expandiu de Jerusalém até os confins da Terra. A igreja cresceu, multiplicou.
O crescimento da Igreja foi vertiginoso, e este crescimento se manifestou em cinco aspectos importantes, a saber:
1) Crescimento Numérico (evangelização): o impacto da ressurreição de Jesus e do revestimento do poder do Espírito Santo trouxe sobre a comunidade de discípulos um ardor evangelístico empolgante (At.4.33). Os crentes testemunhavam com ousadia o evangelho de Jesus Cristo. O estilo de vida dos crentes atraía a simpatia das pessoas. Todos queriam ouvir e conhecer o “caminho”. Para crescermos precisamos evangelizar com palavras e com atitudes. O discurso tem que vir acompanhado de uma vida cristã relevante e atraente. O melhor evangelismo é pela amizade, e por meio de um testemunho que traga impacto sobre a vida das pessoas.
2) Crescimento Orgânico (comunhão): A igreja primitiva era uma igreja onde os crentes se alegravam em estar juntos. Deus ordenava a benção sobre aquela comunidade, devido a intensão comunhão que eles tinham uns com os outros. Diz o texto que “diariamente eles perseveravam unanimes, partiam o pão de casa em casa e tomavam as suas refeições com alegria e singeleza de coração” (At.2.46). Eles viviam um “intenso acampamento”, onde o amor e a pratica dos mandamentos recíprocos (uns aos outros) era vivenciados. Uma das faces lindas do crescimento da igreja é quando os amor dos crentes é revelado no ambiente da comunhão. A comunhão da igreja exala um “perfume” que atrai pecadores.
3) Crescimento Conceitual (ensino): O crescimento da igreja primitiva não era “oba-oba”, tinha ensino, tinha doutrina, tinha conhecimento teórico e prático de Deus. O ensino dos apóstolos era levado a sério, havia perseverança no ensino. Uma igreja sem ensino está fadada a heresia, ao engano e a toda sorte de meninices espirituais. Precisamos trabalhar para ser uma igreja “bereana” (At.17.11), uma igreja que examine a Escritura com avidez.
4) Crescimento Diaconal (serviço): A igreja primitiva era uma igreja que servia a Deus, com dons, talentos e bens. Não havia necessitados entre eles (At.4.34; At.6); cada crente servia a comunidade com seus dons espirituais. Não estamos na igreja para sermos servidos mas para servir e exercer ministérios para a glória de Deus.
5) Crescimento Sensitivo (adoração): Por fim, a igreja tinha um crescimento sensitivo. Eles tinham consciência do Deus que adoravam. Eles sabiam que este Deus era poderoso e digno de toda honra e glória. Uma igreja que adora a Deus na beleza da Sua Santidade cumprirá o seu chamado, vivendo e se movendo para a glória de Deus. Nossa maior missão é adorar e enaltecer a pessoa bendita de Jesus Cristo, por meio de toda nossa vida...
              Que Deus nos dê a benção como crentes de crescermos individualmente, de crescermos como família e como comunidade. Que estas áreas de crescimento sejam buscadas por todos nós, visando a glória de Deus e a edificação de pessoas.

Rev. Gilberto Pires de Moraes.

MALAWI: UM DESAFIO AFRICANO!

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os dias 10 a 17 de julho, eu, o Pr. Alcindo e o Erick, tivemos a experiência de realizar uma viagem missionária na República do Malawi, pais localizado na África Oriental. Nestes dias tivemos a oportunidade de conhecer a cidade de Blantyre que é capital financeira do país é observar fortes contrastes de uma minoria mais abastada e uma maioria pobre. Visitamos alguns vilarejos juntamente com os pastores Marcos e Israel (pastores da região). Nestas visitas apresentamos o “filme Jesus” na língua “Chichewa” num telão improvisado em campo aberto. O filme foi apresentado em dois vilarejos como uma participação de pelo menos 480 pessoas em cada evento. Pregamos o evangelho, oramos pelos enfermos, entregamos roupas para as comunidades carentes, e além disto tivemos a oportunidade de conhecer alguns obreiros da região.
          Em suma, foi uma experiência muito rica, que nos sensibilizou a perceber a miséria de um povo, e a urgência do evangelho ser pregado de forma integral nesta região. O Malawi é um país do sul da África, que segundo a ONU, é um dos mais pobres do mundo. O Malawi está numa das posições mais baixas do IDH  (Índice de Desenvolvimento Humano) e segundo dados da Visão Mundial, cerca de 14% da população está infectada pelo vírus da AIDS, a expectativa de vida é de 39 anos o que tem causado uma grande população de órfãos, a estimativa é de que a nação tenha aproximadamente 550.000.
A água potável é um nutriente indispensável para o ser humano, mas neste país a maioria das pessoas não tem acesso a ela, muitas comunidades bebem uma água poluída, consequentemente contraem bactérias, vírus e parasitas, principalmente as crianças.
Aproximadamente há 1,2 milhão de crianças órfãs, a maioria perdeu pai, mãe, avós e tios por causa do número gigantesco de pessoas infectadas pela AIDS e outras doenças. Muitas crianças lutam pela sobrevivência, porque não possuem uma alimentação saudável, roupas, casa, escola, assistência médica ou até mesmo a presença de um adulto para cuidar delas. Para se ter uma ideia, para cada 65.000 habitantes se tem um médico. A taxa de mortalidade infantil é de 20%; 70%  do país vive abaixo da linha da pobreza, com uma inflação de 37,5%.
          O Malawi tem aproximadamente 80% de cristãos (católicos e protestantes), mas, a miséria e a falta de infra-estrutura básica faz com que a Igreja de Jesus não reflita as transformações num âmbito mais integral, que é a natureza do Evangelho. Sendo assim, entendemos que urge uma ação da igreja brasileira para ajudar a igreja local naquele país.

          Ore pelo Malawi e pelos países que sofrem com a fome do corpo e da alma. Ore para que Deus levante mais obreiros nativos que preguem o evangelho com poder e autoridade. Ore para que Deus levante recursos materiais e humanos para o crescimento desta obra. A Missão Integral é um belo desafio para este contexto africano tão carente do evangelho e do poder de Deus. Que Deus nos ajude a cumprir o mandato da grande comissão aqui e nos confins da Terra. Hoje a noite trarei mais relatos para os irmãos da experiência da viagem, e informações de como podemos ajudar esta gente por meio da igreja que ali se reúne.

Rev. Gilberto Pires de Moraes

VIDA EM COMUNHÃO: SINAL DE UNIDADE!

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Este final de tempos, temos diante  de nós, o triste quadro estatístico do crescimento da violência e do desrespeito aos direitos humanos. O homem, apesar de ser um “ser” racional, se comporta como uma besta-fera, o qual, sem misericórdia, dizima e abate seu próximo. Como Igreja, temos o desafio de nos posicionar contra este terrível conflito social, que tem hoje deixado as pessoas com muito medo e propensas a tornarem-se insensíveis e cínicas ao mal que nos assola.
          Jesus disse que “nisto conhecereis que sois meus discípulos, se tivermos amor uns pelos outros...” (Jo.13.35). A maior marca do discípulo, daquele que segue a Jesus é o amor. O apóstolo Paulo em seu tratado sobre o amor em 1 Coríntios 13, diz que o amor é benigno, é paciente, não é ciumento, não procura seus interesses, não é soberbo, etc. O amor deve ser a maior marca de uma igreja. Amar quem nos ama, já não tem sido muito fácil, imaginem, amar nossos inimigos. Não é fácil amar as pessoas que nos incomodam, que nos fazem mal. Amar nestas circunstâncias de inimizade, é uma linda demonstração de como o caráter de Jesus está sendo formado em nós; é uma demonstração de como a vida de Jesus, deixa em nós traços de excelência e misericórdia.
          Amados, se quisermos influenciar o mundo necessitamos ser mais sensíveis aos nossos “domésticos”, e neste grupo está incluído, nossa família e nossos irmãos da Igreja. É uma incoerência dizer que estamos dispostos a amar os perdidos, se não conseguimos amar aqueles nos quais comungamos semanalmente. Note, que na Igreja Primitiva, além da Palavra e da Oração, eles tinham como marca distintiva, a Comunhão. Uma comunhão viva, alegre, contagiante e autêntica. Aqueles crentes atraíam a simpatia de todo o povo, porque eles se amavam. Não era algo forçado, imposto, mas era uma prática espontânea, fruto do amor e da misericórdia de Deus, em suas vidas. O amor e a comunhão são elementos provenientes da graça preciosa de Jesus Cristo em nossas vidas. Nos amamos, porque Ele nos amou primeiro. Quem ama é nascido de Deus, pois nele está a divina semente.


          O cristão que tem um coração amoroso, não gosta de briga, de dissenções, de mostrar que é o “tal”; não gosta de partidarismos,  não gosta do pecado, de injustiça, de divisão, pelo contrário, esta aberto e feliz em ser um agente promotor de comunhão, se depender dele, ele tem paz com todos os homens, sofre o dano, suporta o irmão mesmo como um “fardo”. Ser cristão maduro é estar aberto para o trato de Deus nas relações humanas, amando e considerando o nosso próximo superior a nós mesmos, o contrário a isto, cheira religiosidade, legalismo e hipocrisia.
          Que Deus nos dê a graça de experimentarmos em plenitude a vida em comunhão. Comunhão com Deus, que naturalmente desemboca em comunhão com o próximo. Só assim Deus ordenará a bênção e a vida para sempre. Que Deus nos ajude. Amém.

Rev. Gilberto Pires de Moraes.

OS PEQUENOS GRUPOS NA IGREJA PRIMITIVA!

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esde os primeiros dias a Igreja reunia-se em lares. Todas as atividades associadas à comunidade dos redimidos realizavam-se nas casas. Partiam o pão juntos, alimentavam-se juntos e louvavam a Deus no culto doméstico (At.2.46,47). Por meio deste compartilhar nos lares, muitas pessoas que não criam foram alcançadas. Os crentes eram estimados por todos, e muitos foram convertidos. A evangelização era um dos resultados do encontro dos crentes nas casas.
           Além de cultuar e partilhar o pão juntos, vemos que os crentes ensinavam e pregavam em suas casas, bem como no pátio do templo (At.5.42).
           A oração era um elemento importante nas reuniões caseiras da igreja primitiva. Um grupo encontrava-se na casa de Maria orando para que Pedro fosse solto da prisão quando, Deus respondeu de forma miraculosa (At.12.12-17). Também a poderosa reunião de oração mencionada após a primeira prisão de Pedro provavelmente ocorreu em um lar (At.4.31).
           Os relatórios sobre o trabalho de Deus eram fatos nesses grupos domésticos. O encontro em pequenos grupos possibilita um compartilhar mais íntimo. Quando Pedro e João foram libertos da prisão, voltaram e compartilharam com os companheiros o  que  Deus  havia  feito (At.4.23). Em At.12.17, Pedro não só relata os acontecimentos ao grupo doméstico, mas diz aos cristãos que os anunciem “a Tiago e aos irmãos” também.
           No N.Testam. existem muitos outros exemplos de reuniões em casas. Paulo estava ensinando em um cenáculo em Trôade na véspera de sua viagem quando Êutico, que dormia, caiu e morreu. Paulo ressuscitando-o e continuou a reunião na casa até o amanhecer, quando viajou (At.20.7-12). Outra vez, em Éfeso, ao dar sua mensagem de despedida aos presbíteros, Paulo lembrou-os de que os ensinava publicamente e de casa em casa (At.20.20).
           A Igreja primitiva era um movimento fundamentado nos lares. Apesar de o ensino e a pregação serem feitos publicamente, no pátio do templo, nas sinagogas e nos camplos abertos, a verdadeira vida da igreja acontecia nas casas. O lar  de Áquila e Priscila foi a base da igreja de Éfeso e, mais tarde, de Roma (1 Co.16.19 e Rm.16.3-5). A igreja de Laodicéia encontrava-se na casa de Ninfa (Cl.4.15), enquanto a igreja de Colossos reunia-se na casa de Filemom (Fm.2).
           Um dos padrões que emerge de um estudo da Igreja do Novo Testamento é o da estrutura complementar dos pequenos e grandes grupos . O culto nos grandes grupos e o compartilhar nos pequenos grupos são estruturas básicas e complementares. Vários dos versículos citados acima salientam esse aspecto da vida da Igreja. “E todos os dias, no templo e de casa em casa, não cessavam de ensinar, e de pregar Jesus, o Cristo” (At.5.24; At.2.46).
           Esse padrão de pequeno grupo-grande grupo foi eficaz tanto para o testemunho quanto para a vida em comum da Igreja. Um dos resultados mais importantes desse padrão foi o surpreendente crescimento da Igreja primitiva.
           Diante destes padrões bíblicos referentes ao crescimento da Igreja, é importante que todos nós como Igreja nos mobilizemos no sentido de resgatar estes princípios para os nossos dias. Ore e se envolva com o desafio do “Discipulado” e do trabalho com pequenos grupos. Isto proporcionará o crescimento integral da Igreja. Que Deus assim nos ajude!

Rev. Gilberto Pires de Moraes